No consórcio, um grupo de pessoas paga parcelas mensais a uma administradora e, a cada assembleia, algumas são contempladas por sorteio ou lance e recebem a carta de crédito. Não há juros, mas há taxa de administração e outros custos.
O consórcio é um sistema de autofinanciamento coletivo regulado pela Lei 11.795/2008 e fiscalizado pelo Banco Central. Funciona bem para quem planeja e não tem pressa, mas exige entender as regras.
Como o grupo funciona
Uma administradora reúne pessoas em um grupo, com prazo e número de cotas definidos. Todos pagam parcelas mensais, que formam um fundo comum. Todo mês há uma assembleia em que cotas são contempladas.
Como é a contemplação
- Sorteio: a cota contemplada é definida por sorteio entre os participantes ativos.
- Lance: o consorciado oferece um valor para antecipar a contemplação. Pode ser pago em dinheiro (livre ou fixo) e, em alguns contratos, com parte da própria carta (lance embutido).
Carta de crédito
Quem é contemplado recebe uma carta de crédito para comprar o bem ou serviço previsto no grupo (imóvel, veículo, serviços). Ela é corrigida conforme o contrato e, em geral, é paga à vista ao vendedor.
Quais são os custos
O consórcio não tem juros, mas tem custos: taxa de administração (valor cobrado pela administradora para gerir o grupo, diluído nas parcelas), fundo de reserva (quando previsto), possíveis seguros e a correção da carta. Some tudo para chegar ao custo total.
E se eu desistir?
A lei e o contrato definem como o desistente é restituído, em regra após sorteio ou ao fim do grupo, com descontos conforme o contrato. Por isso consórcio combina com planejamento de longo prazo.
O que ler no contrato
- Prazo, número de cotas e valor da carta.
- Taxa de administração e fundo de reserva.
- Regras de lance e de reajuste.
- Autorização da administradora no Banco Central.
- Regras de desistência e transferência da cota.
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